Eu fui criada pela minha mãe.

E ela sempre adorou MPB.

E sempre foi apaixonada por Chico Buarque.

Um dia dei de presente pra ela nós duas num show do Chico Buarque.

Que sou completamente apaixonada.

E ela me cantava cantigas de ninar.

E eram simplesmente músicas.

Como Tatuagem, na voz da Bethania.

Ou Olhos nos Olhos.

Esse video nem é o melhor, nem tem a música inteira, mas é isso…

Daria minha vida pra ver esse show, cresci ao som dele, pagaria pra ver um Beatles, Nirvana e sei lá mais quantos, mas pra ver esse show, Chico e Bethânia, daria a vida….

E ela cantava pra mim a estória de vida de uma travesti.

Acho que ela não sabia que era sobre uma travesti.

Mas eu cresci no interior, ainda com cantigas de roda e a cantiga de roda que vinha a minha mente sempre era:

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Sou adepta à teoria que devemos estar sempre olhando as coisas sob novas perspectivas.

Fazer novos caminhos para voltar para casa.

Sair com amigos diferentes.

Ir em restaurantes novos.

Fazer programas fora de nossas rotinas.

E encarar isso com leveza.

Sem enlouquecer ou entristecer se as coisas não são tão boas quanto imaginávamos.

Podemos, finalmente, entender porque andamos com certos tipos de pessoas e não outras e mesmo assim não se arrepender de ter “saído da caixinha”.

Ou, ainda, descobrir que o cachorro quente da barraca do lado é muito melhor do que daquela que comemos todos os dias.

Olhar à nossa volta sob outra perspectiva é também uma forma de nos entendermos melhor e de nos tornarmos mais tolerantes.

E aproveitar, pois mesmo que a vista não seja tão boa do outro lado tivemos a coragem de ir conferir e a desconfiança necessária para testar.

E, com sorte, olhando sempre sob novas perspectivas, termos discernimento para recuar se necessário.