Moro no 15 andar.

Minha varanda não tem tela.

Tenho uma gata.

Que é o demônio.

Nunca tive tela.

Mesmo sendo a gata-demônio, ela só sobe perto da beira quando estou na varanda.

Para chamar a atenção.

E só preciso dizer “desce” pra ela voltar pro chão rapidinho.

Seria mesmo ela a gata-demônio ou ela só não sabe lidar com gente (eu inclusive)?!?!?!

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Era uma vez uma garota que amava muito um rapaz.

E ele a amava.

Poderia dizer que ela o amou muito mais do que ele a amou.

Mas seria hipócrita.

E uma completa mentira.

Eles se amaram e ponto.

Com intensidade, sem medos e, em alguns (muitos) momentos, à beira da insanidade.

Acabou, como tudo na vida acaba e como tinha que ser.

Mas um dia, lá no começo, ele tinha um blog e a convidou para escrever junto.

Eles (e outros) escreveram no blog.

Que acabou.

Bem antes do amor.

Como tinha que ser.

Mas ela ainda tem textos lá.

E, às vezes, ela sente vontade de recuperá-los.

Não sabe se serão bons ou se ela será boa.

Mas há essa pequena vontade que aparece e desaparece antes que possa mover qualquer peça do jogo.