(Texto escrito há uns 10 dias, talvez. Estou completamente sem noção alguma dos dias!!!!)

Hoje cheguei ao destino e desde o princípio pensei em escrever.

O que é raro, geralmente levo horas para pensar em escrever.

Mas hoje pensava no quanto me sentia em paz. Não sei porquê, mas sabia que tudo o que precisava no mundo estava ali comigo.

Um lugar para sentar, ouvindo música tirada sem querer de um violão recém comprado, um vinho na mão e pessoas queridas ao meu lado.

Tenho tido isso várias noites seguidas, mas só hoje me senti realmente em paz.

O dia de caminhada não foi fácil. Foi tranquilo do ponto de vista geográfico, porém senti dor a cada pequeno passo que dava. E ainda assim foi bom. Acho que porque não senti raiva hoje, senti dor, não raiva. Depois de anteontem, em que saí de mim de tanta dor e raiva e explodi com o Universo, hoje voltei a mim.
Sei que somos idiotas masoquistas e ainda assim estar aqui faz um bem inimaginável. Que é a simples essência do masoquista, ver prazer onde sabe existir a dor e que só nós podemos ver o bem…

And then….
Entramos no assunto “amor”.

O que é o amor?

Estava entre dois opostos.

De um lado, quem consegue ver amor em tudo. Que ama tudo e sim, está sendo extremamente sincero. Isso é o mais assustador. Como será viver sendo tão aberto a todo e qualquer sentimento? Vivendo como uma esponja, absorvendo os sentimentos bons dos outros e, principalmente, os sentimentos ruins? Como será receber o amor e a dor dos outros tão livremente?

Do outro, quem se protege imensamente e afirma ainda não ter provado o amor. Que se fechou para não receber a dor dos outros, pois sabe exatamente o quão forte isso pode ser, mas assim não consegue receber o amor dos outros.

E conversamos sobre amor.

Onde me encaixo?

Sei que o amor é possível e também sei que o amor não é gratuito.
“Don’t have free lunch!”

Tudo tem um preço.

Principalmente o amor.

O que é amor e o que é paixão?

A paixão vem antes?

Podemos sentir paixão sem sentir amor?

E podemos sentir amor sem sentir paixão?

Me contaram que em alemão a palavra para paixão é uma mescla das palavras amor e dor.

A paixão dói ou só o amor? Ou ambos? Ou nenhum?

Eu me apaixono constantemente pelas coisas. Por pessoas, lugares, livros, filmes, músicas, comidas, bebidas. E uma hora passa. E não dói, só passa.

E penso que o amor dói. E não passa. Somente se transforma em outra coisa. Que ainda não descobri o que é. Mas dói o tempo todo, enquanto dura e quando passa. 

Mas acho que só posso amar o que, ou melhor, quem eu admiro.
Posso admirar quem não amo, quem não conheço, mas só posso amar quem admiro. Se não considero alguém como meu igual ou superior a mim, como poderei almejar crescer ao seu lado?

Prefiro ficar sozinha a entrar numa relação dispare. Será que isso é um sinal de prepotência e arrogância? Será que só estou sendo sincera com meus sentimentos?

Se amar é querer conviver, como conviver com quem não te desafie?

Pois o eterno teste, o desafio, me faz crescer.

E eu quero na minha vida quem me faz crescer.

Quero viver o desafio.

Será isso um desafio tão grande?!?!?

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