De um dos meus livros favoritos.

De uma da minhas escritoras favoritas.
Que tatuei na pele e que esse blog carrega o nome.
“Matamoros me sei desde menina, nome de luta que com prazer carrego e cuja origem longínqua desconheço, Matamoros talvez porque mato-me a mim mesma desde pequenina, não sei, toquei os meninos da aldeia, me tocavam, deitava-me nos ramos e era afagada por meninos tantos, o suor que era o deles se entranhava no meu, acaraciávamo-nos junto às vacas, eu espremia os ubres, deleitavámo-nos em suor e leite e quando a mãe chamava o prazer se fazia violento e isso me encantava, desde sempre tudo toquei, só assim é que conheço o que vejo, tocava os morangos antes do vermelho, tocava-os depois gordos-escorridos, tocava-os com a língua também, mexia tudo muito, tanto que a mãe chamou um homem para para que fizesse rezas sobre mim, disse a mãe a ele que a menina sofria um tocar pegajoso, que os dedos afundavam-se em tudo o que viam (…)”

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