Vícios

Sou uma pessoa de vícios.

Muitos.

Lugares. Caminhos. Comidas. Pessoas. Livros. Filmes. Músicas.

Acho que por isso nunca me arrisquei muito pelas drogas ilícitas.
Se sou capaz de ler tanto um mesmo livro que decorei trechos inteiros, o que não faria ao gostar de me entorpecer?!?!

Posso ouvir a mesma música repetidamente por um mês.
No momento, tenho escutado muito Tulipa Ruiz.
Muda a música, mas ela tem sido constante.

Começou com “Só Sei Dançar com Você”…

(Você me chamou pra dançar aquele dia
Mas eu nunca sei rodar
Cada vez que eu girava parecia
Que a minha perna sucumbia de agonia
E cada passo que eu dava nessa dança
Ia perdendo a esperança
Você sacou a minha esquizofrenia
E maneirou na condução)

Depois, “Desinibida”, que permeia tudo muito…

(Gosta de ter o dia livre
Tudo o que pinta satisfaz
Dormiu com todos os amigos
Sobreviveu a carnavais
Passa batido pelos casais
Desinibida, vai)

E, a mais clichê, “Efêmera”.

(Vou ficar mais um pouquinho
Para ver se eu aprendo alguma coisa nessa parte do caminho.

Martela o tempo pr’eu ficar mais pianinho
Com as coisas que eu gosto
E que nunca são efêmeras
E que estão despetaladas, acabadas
Sempre pedem um tipo de recomeço.)

E, para juntar com os meus vícios, vejo música em tudo e em todos.

Fatos ocorridos, desejos escondidos, para tudo encaixo uma música.

Seria interessante encontrar alguém que conseguisse ler-me pelas minhas repetições musicais.

Quem saberia montar um quebra-cabeça com as mensagens escondidas em cada uma das letras e melodias que tocam infinitamente na minha cabeça?!

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